terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Tapioqueira da Xuxa


O famoso nome do box de Maria Núbia Ferreira Lima, o "Tapioqueira da Xuxa" tem uma origem, no mínimo curiosa. O causo é de 1998, da época em que dona Núbia ainda vendia tapioca nas Palpinas.

Já era noite. Dona Núbia estava sentada na calçada do seu ponto comercial. Tinha acabado de encerrar as atividades do dia. Repentinamente, vários carros importados chegam ao local, causando o maior rebuliço. De um desses carros desce ninguém mais, ninguém menos que...a Xuxa!!! A rainha dos baixinhos, que ainda estava grávida de seis meses de Sasha, desceu escoltada por uma horda de seguranças. Em sua companhia estava a empresária Marlene Matos, Tales de Sá Cavalcante - dono do colégio Farias Brito, um preparador físico e uma governanta. A comoção de todos os que passavam pelo local foi geral.

Dona Núbia, atordoada com a confusão, ficou ainda mais surpresa quando o doutor Tales foi em sua direção e sentenciou: "Você foi escolhida pela Xuxa". Aparentemente, a loira, que decidiu passear no Ceará durante a Semana Santa, avistou os pontos de tapiocas e sentiu um súbito desejo de gravidez. "Eu quero comer tapioca" - soltou Xuxa. Quando a equipe de Xuxa estacionou os carros próximo aos pontos comerciais, Xuxa teve outro desejo: "Eu quero comer a tapioca onde tá aquela senhora ali sentada".

Eram oito horas da noite, e quando as pessoas que estavam próximas a dona Núbia pediram que ela fizesse tapioca, a vendedora anunciou: "Pessoal , não tem mais tapioca". Mas assim que soube que a tapioca era para a Xuxa, a tapioqueira nem piscou: "Pessoal, eu vou fazer tapioca!".

"Eu quase não acreditava"- disse dona Núbia, emocionada ao recordar da história. Xuxa e sua equipe permaneceram cerca de uma hora no ponto de Dona Núbia. A tapioca era a tradicional mesmo. Dona Núbia pediu a benção para a rainha dos baixinhos: "Eu posso botar o nome do meu ponto de tapioqueira da Xuxa?". "Pode botar"- retrucou Xuxa, satisfeita.

Quem não quis acreditar na história foram as filhas de Dona Núbia. Quando a tapioqueira chegou em casa, de boné da Xuxa na cabeça, contou o acontecimento para as filhas. "Mãe, a senhora foi enganada! Não era a Xuxa não, era uma farsante, uma mulher se fazendo passar pela Xuxa!". A verdade tardou, ma não falhou. O encontro com a celebridade, além da fama, rendeu duas fotos, inclusive uma delas ampliada e emoldurada, entregues a dona Dúbia cerca de três meses depois pelas mãos do doutor Tales. "Pensei que nem iam mais mandar", falou dona Núbia. A foto da lendária história foi colocada na entrada do "Tapioqueira da Xuxa". Quem quiser pode comprovar. E aproveitar pra comer tapioca. Essa é famosa.

Queijo

Preço médio -R$ 2,50

A tapioca

Tapioca é o nome da iguaria típicamente brasileira, de origem indígena, feita com o amido ou fécula extraído da mandioca, também conhecida como polvilho, goma ou beiju, que ao ser espalhada numa chapa aquecida se coagula, podendo ser servida recheada com manteiga, queijo, coco ralado, e as mais exóticas, com banana, chocolate, carne de sol, etc.

A tapioca consiste de uma massa simples, rústica, bem parecida a uma panqueca ou crepe. Ele é feito de uma farinha fina, ou amido, conhecida como polvilho doce ou goma, que é extraída da raiz da mandioca.

Depois de a raiz ser ralada e espremida, extrai-se um líquido leitoso depois de descansar num recipiente, a goma de tapioca vai se separar da água formando uma massa mais ou menos sólida no fundo do recipiente. A água é então escorrida e a massa com amido é colocada para secar ao sol. “A tapioca era o alimento básico dos índios brasileiros.

sábado, 13 de janeiro de 2007

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Um pouco sobre a nossa história...

“Vender tapioca em beira de estrada? Quem já viu um negócio desse?” Essa pode ter sido uma das frases que José Bonifácio Gomes dos Santos ouviu na década de 1930, quando resolveu montar uma barraca de venda de tapiocas na margem da estrada da Paupina, em Messejana, para sustentar a família. Negócio que se tornou tradição no Ceará e fez das Tapioqueiras da Paupina um ícone local assim como as baianas que produzem acarajé na Bahia.

A tapioca, ou “pão de casa”, é um produto típico da culinária cearense e de herança cultural indígena. Mesmo com as mudanças nos hábitos alimentares, onde a tapioca perdeu a relevância conquistada no passado, a tapioca é bastante requisitada. Com o aumento na demanda do turismo, o retorno de casas de show (principalmente de forró) e os fluxos de fins de semana da população de Fortaleza para as casas de praia, a passagem nas tapioqueiras se transformou em costume. Fato que fez com que as anteriores vendas ambulantes diminuíssem (feitas feiras e mercados) e passaram a vender as tapiocas no lugar onde vivem. Majoritariamente embaixo de mangueiras.

Em 1962, o governo de Estado denominou o espaço das tapioqueiras de Pólo das Tapioqueiras.

Em 2001, o Governo do Estado do Ceará teve a necessidade de duplicar a CE – 040, para melhorar a infra-estrutura e desenvolver o turismo através do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). Essa estrada liga a capital às praias do Litoral Leste, e sua duplicação iria acabar com a atividade econômica das mulheres que trabalhavam às margens da via, sem segurança, condições de higiene adequadas e local para estacionamento.
Uma ameaça que se transformou em oportunidade. Em 2002, elas formaram a Associação das Tapioqueiras de Messejana para formalizar o Centro das Tapioqueiras e Artesanato de Messejana (Cetarme). Com isso transformou-se um dos pontos turísticos de Fortaleza. O grupo foi transferido pelo poder público para a praça que fica a cerca de 600 metros do antigo local à beira da estrada. O projeto contou com a parceria do governo do Estado, por meio de suas secretarias, com o Sebrae para organizar o trabalho das mulheres.
Dessa forma, as tapioqueiras tiveram que trocar a informalidade dos quiosques pela organização empresarial e aprender a gerenciar o negócio. O Sebrae colaborou com a distribuição das lojas, conscientização, organização e gerenciamento dos 26 boxes (22 tapioqueiras e 4 lanchonetes). Não foi só mudança de local de trabalho, também de condição. Elas descobriram a importância da cooperação.
A iniciativa privada também deu apoio. A Santa Clara,indústria de torrefação de café, patrocinou a confecção das placas com o nome de cada box e ofereceu outros materiais como as garrafas térmicas que ficam dispostas nas mesas sempre com café quente para quem chega. A Nacional Gás Butano urbanizou a praça.

Formada a associação, e com apoio de secretárias como a do Trabalho, as associadas obtiveram financiamento com a Fundação Caixa do Povo para equipar os boxes. Receberam R$ 1 mil para compra de freezer, fogão e utensílios como bacias e louça. Enquanto faziam cursos de culinária e criavam variados sabores de tapiocas. Atualmente, são ofertados cerca de 70 sabores.

No dia 12 de janeiro de 2006 as tapioqueiras do Cetarme produziram uma tapioca de 120 metros de comprimento, 300 quilos de goma e quase 200 quilos de recheio. A maior tapioca do mundo. Antes de ser servida aos turistas e apreciadores locais, ela foi inscrita no Guinness Book, o livro dos recordes.